quarta-feira, 30 de maio de 2012

Computadores de Mergulho: Vantagens e Desvantagens

Computador de Mergulho

Computadores de mergulho desempenham a mesma função que as tabelas de mergulho: utilizam um modelo para determinar quanto nitrogénio o mergulhador tem teoricamente no corpo. Eles não são nem mais nem menos precisos que as tabelas de mergulho, portanto não se deixe impressionar com os componentes eletrónicos , luzes, sinais sonoros e visores digitais.


Vantagens:                  
São mais fáceis de usar que as tabelas de mergulho.
Evitam a ocorrência de erro humano.
Proporcionam mais tempo sem descompressão em mergulhos multinível.
Registram o nível teórico de nitrogénio durante todo o dia ou até o organismo estar limpo.


Desvantagens:
Podem deixar de funcionar antes durante e após o mergulho.
Podem permitir que faça coisas que não são recomendadas com a sua formação como mergulhador.
Por vezes ganha mais tempo de mergulho mas está a abrir mão de margens de segurança que a tabela nos dá.


terça-feira, 29 de maio de 2012

Relações entre pressão, volume e densidade

Ao nível do mar, a pressão atmosférica à nossa volta permanece relativamente constante. Essa pressão é uma referência padronizada denominada atmosfera (atm), pois representa o peso/pressão da atmosfera que também podemos denominar por bar. Há uma diferença  técnica entre o bar e a atm mas é tão pequena que a ignoramos para aplicações de mergulho.
Dez metros/33 pés de água do mar exercem a mesma pressão que uma atmosfera, ou uma atm. Portanto adicionamos a pressão de 1 atm/bar para cada 10 metros/33 pésde profundidade. A 10m/33 pés de profundidade, a pressão exercida é de 2atm/bar (uma da atmosfera e outra da água).

Como podemos verificar nesta imagem por cada 10 metros que adicionamos acrescenta sempre um atm/bar. Nunca nos podemos esquecer que temos sempre 1 atm/ bar ao nível do mar, desta forma é sempre 1 por cada 10 metros mais 1 da pressão atmosferica.


Se levar um volume para baixo de água num recipiente fléxivel ou num copo invertido, o volume altera-se proporcionalmente à pressão. Se descer 10 m/33 pés de profundidade, a pressão será dobrada (2atm/bar) e o volume será reduzido a metade. A 20 m/66 pés (3 atm/bar) o volume será de 1/3, e assim por diante.

Este quadro mostra claramente o que acontece ao ar com o aumento da pressão. Ou seja quanto mais profundidade a mesma quantidade de ar mas em muito menos volume.


A densidade também muda proporcionalmente à alteração da pressão. Quando a pressão total dobra e o volume de ar se reduz à metade, a redução do volume resulta da compressão do mesmo número de moléculas de ar na metade do espaço. Deste modo, a densidade dobra. Quando a pressão triplica (20m/66 pés), a densidade triplica.
Consegue ver o padrão nesta correlação?
fisiologia mergulho

Lesões no Surf

O surf é um desporto aeróbio (nos membros superiores) e anaeróbio (nos membros inferiores) considerado tal como a natação um “desporto completo” pela quantidade de músculos envolvidos. A sua prática traz benefícios à saúde, melhora a capacidade cardio-respiratória, força, resistência, explosão muscular do tronco e dos membros superiores e inferiores, equilíbrio e agilidade.
A prática do Surf é caracterizada por duas fases distintas: a passagem da rebentação e o surfar da onda.
A remada é o principal movimento para o surfista se deslocar no mar, seja para entrar na onda ou passar a rebentação. A posição de extensão na coluna vertebral é a posição onde o surfista se encontra na maior parte do tempo. Outros movimentos associados são a rotação da coluna, movimentos na cintura escapular e flexão, abdução e rotação interna do ombro e nos membros inferiores a flexão da perna, joelho e apoio bípede.
As lesões ocorrem principalmente em ondas maiores onde o impacto é grande e quando o chão não é arenoso, sendo as mais frequentes os cortes ou pequenas hemorragias. De seguida aparecem as lesões nas articulações principalmente no joelho devido às rotações efectuadas durante a flexão. Outro tipo de lesões menos frequentes são as dores musculares que ocorrem principalmente na região lombar e cervical da coluna vertebral pela posição do corpo e posturas adoptadas pelo surfista. Para evitar este tipo de lesões torna-se essencial um bom aquecimento antes de entrar no mar e uma boa condição física.

Sites sobre lesões no Surf:

Lesões Crónicas
Lesões Em Surfistas Profissionais

Acessórios para Bodyboard

Leash:
Utilizado com a mesma finalidade que o de surf, este em vez de ser colocado no tornozelo do surfista, é colocado no pulso ou cotovelo (bicepe) do bodyborder, não é liso e tem forma de fio de telefone para que não se enleei nos braços quando o desportista está a remar.
Pé de Pato:

O  barbato tem de ser confortável para o pé mas também de ser rijo na pá para que consiga ter a tal impulsão quando se precisa dela.
Protecção de Pé de Pato – Protege o calcanhar das feridas que poderão ser provocadas por estes.
Fixador de Pé de Pato – Serve para que o bodyboarder não perca o Pé de Pato.

Botas de neoprene:

Úteis, pois em mar quente a borracha do pé do pato a roçar no pé, não vão provocar feridas. Em mar frio as botas vão dar um pouco mais de protecção contra o frio. No entanto o uso ou não destas botas é muito subjectivo, pois elas não são essenciais à prática do Bodyboard.
Shop:
Tem como função manter a prancha agarrada ao surfista. Em caso de queda, se este não o usar, cada vez que cair na onda, será obrigado a ir buscar a prancha porque devido à flutuação é arrastada até à areia.
Safty Nose:
 Este acessório serve para colar no nose (bico) da prancha, e proteger o surfista em caso de queda.
Kit Reparação:
 Contém Resina, secante e lixas de vários números. Serve para reparar as pranchas de surf com pequenos problemas de infiltrações. As pranchas de Bodyboard não requerem manutenção, sendo só aconselhável passá-las por água doce após a sua utilização.
Capas:
 Servem para resguardar as pranchas de possíveis danos, ou até do próprio sol. Normalmente são feitas de tecido muito resistente, almofadado e reflector. O tecido turco também é utilizado mas são muito menos resistentes.
Existe dois tamanhos:
            - 1 Pé = 30,48 cm
            - 1 Polegada = 2,54 cm

Raspador:
 Tem como função fazer pequenos riscos no wax para aumentar a aderência da prancha evitando assim que os praticantes escorreguem.
WAX:
 Composto essencialmente de parafina e sebo da Holanda, o wax tem como finalidade servir de antiderrapante, existem de vários modelos, várias cores (consoante a temperatura da água) e cheiros. Sex Wax é uma possível marca.
Deck’s:
 Com a mesma finalidade de wax, os Deck’s têm a vantagem de não derreterem com o calor e de não ficarem sujos de areia e irremediavelmente inutilizados, como é o caso do wax.
Normalmente só são utilizados para colar na parte de trás das pranchas de Longboard ou Surf, porque é nesta referida parte que o surfista faz mais pressão, no entanto, existem pessoas que também os colocam na parte da frente das pranchas.
No Bodyboard são coladas na parte de baixo da prancha e à frente, evitando assim que as mãos escorreguem ao segurar a prancha.

FATOS ISOTERMICOS
Têm como finalidade manter a temperatura com o corpo por muito tempo.
No Inverno:
 Utiliza-se de manga e perna comprida, com espessuras compreendidas entre dois e quatro milímetros.
Existem ainda fatos que nas costas e no peito possuem “Rubatex”, que é igualmente neoprene sem no entanto ser forrado com Lycra. Este tipo de matéria é muito vantajoso, pois impede que a parte exterior do fato se molhe, evitando assim o arrefecimento do corpo do surfista em contacto com o vento e frio.
No Verão:
 Possuem manga e perna curta e com o neoprene de um a dois milímetros. Devem ser sempre passados por água doce e colocados a secar à sombra.
                                                                                                                             
LICRAS
São vestidas por baixo dos fatos isotérmicos, com o objectivo de evitar que a pele fique assada devido ao contacto com o fato. Podem ser de manga curta ou comprida e têm sempre as costuras por fora.
 
ALGUNS TERMOS UTILIZADOS EM BODYBOARD

Deck – Parte superior da prancha.
Core – Material que constitui o interior da prancha.
Slick – Parte inferior da prancha.
Stringer – É um tubo de carbono que, colocado no interior da prancha lhe fornece mais durabilidade. Ideal se conjugado com um core Dow.
Dow Core – O Core é o material usado no interior da prancha. Dow é um material com excelente projecção e conforto.
Polypropylene core – o Polypropylene é o material de última geração. É a mais leve que o Dow e mais impermeável.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

História do Bodyboard

Um marco importante na História dos desportos náuticos foi a invenção do Bodyboard por parte de Tom Morey, um engenheiro inventor de brinquedos aquáticos.
Morey, sendo bastante avançado para a sua época, concebeu pranchas com entradas de ar, canais múltiplos e quilhas um pouco “estranhas”. Imaginou pranchas motorizadas, lubrificadas a ar que deslizavam sob bolhas de bicarbonato de sódio libertadas periodicamente.
Nenhuma das suas ideias, no que diz respeito ao fabrico das suas pranchas ideais, parecia realmente possível de concretizar, no entanto, o facto de possuir bastantes dificuldades económicas e a grande vontade de surfar levaram Morey a pedir um trinchante eléctrico emprestado e um ferro. Cortou então uma pequena prancha de quatro pés e meio de comprimento com uma faca, utilizou um ferro de engomar para a impermeabilizar e passou a espuma para a selar, e protegeu-a com um jornal, passando desta forma a tinta para a prancha. Acabou por chamar ao seu invento, num tamanho mais reduzido de Bodyboard, Boogie Board, tendo um enorme impacto junto das camadas mais jovens.
Macia, leve, pequena e à prova de golpes são algumas das características destas pranchas. Morey criou assim um novo tipo de pranchas, bem como o facto de poder modificar por completo a relação com o oceano tornado milhões de pessoas mais íntimas com as ondas.

MATERIAL DE CONSTRUÇÃO DA PRANCHA

Crosslink:
Um tipo de forma caracterizado por ser muito denso e compacto, e sem qualquer tendência para a absorção de àgua. Rails e Deck muito duráveis.
Arcel:
 Desenvolvido e produzido exclusivamente para bodyboards na década de 80. É uma leve e resistente espuma usada para as cores dos bodyboards. Uma das suas características é a manutenção da dureza do Core (interior da prancha) mesmo em águas quentes. A grande desvantagem era a facilidade com que a prancha ficava com as marcas das mãos só por agarra-las com um pouco de mais força. Mais tarde foi substituído pelo Polipropileno.
Polipropileno:
 A nova vaga de material de Core é leve, flexível e resistente. Tendo dois tipos, como o EXTRUDED POLYPRO e BEADED POLYPRO.
 Extruded Polypro – Feito de fibras de Polypropileno e oferece uma grande protecção e durabilidade à prancha.
Beaded Polypro – Em comparação com o Extruded é mais leve, durável e à prova de água. Um dos aspectos negativos pode ser a demasiada dureza com que a prancha pode ficar, mas isto depende das preferências de cada um. Dow ou Polyetileno são usados para as pranchas desde os anos 70 e ainda é espuma padrão.
Surlyn:
 Inventado pelo químico Dupont, é a matéria que cobre as bolas de golf, nas pranchas é utilizado nos “slicks”     ( parte inferior  da prancha).É liso e durável e tem grande projecção e rapidez.
HDPP (High Density Polypro):
 Assemelha-se ao Surlyn mas não é tão flexível.
COMO ESCOLHER UMA PRANCHA
Para se escolher uma prancha temos que ter em atenção ao tamanho da pessoa, tem que ficar sensivelmente pelo umbigo e quando a prancha é transportada deve encaixar perfeitamente debaixo do braço.
ROCKER :
Curva que vai desde o nose até à tail. Normalmente uma tábua com um nose mais direito. Cada Rock varia conforme o tipo de mar.
RAILS :
Uma prancha que tenha os rails paralelos tem tendência para ser muito mais rápida mas menos manobrável do que o modelo com wide point central e um Outline arredondado, isto é, quanto mais arredondado o Outline da tábua for, mais semelhança vai ter com uma gota de água, logo mais fluidez da tábua vai ter.
Os Shapes dos rails são essencialmente de dois tipos de ângulo:
  - Rail de 60/40: Agarra mais a onda logo os Bodyboards vão ter maior controlo da prancha, no entanto tem também uma quebra na velocidade.
                                                                                                                                             
  - Rail 50/50: Os Bodyboards menos controlam mas com uma maior velocidade.

TAILS (Cauda da Tábua):
Crescent tail:
É a mais antiga mas mesmo assim a mais usada pois é a que oferece maior controlo da prancha, é polivalente, boa tanto para prone como para dropknee. É considerada a melhor para surfar mar pesado
Square tail:
É a mais rápida, mais volume na tábua o que faz com que tenha menos atrito.
Bat tail:
É uma das tails mais usadas e que aumenta a capacidade de manobra da prancha. Ao ter uma “barriga” que sai da tail vai aumentar a flutuação da tábua. Normalmente as pranchas com BaitTail são acompanhadas de Channels (canais) o que ajuda a ter mais controlo da tábua, pois ela vai agarrar mais a parede da onda o que ajuda muito a puxar bons bottoms e a ter mais controlo em situações críticas. Esta tail é também considerada a melhor para surfar mar mais pequeno e mole.
CANAIS
Os canais são um extra que as tábuas têm, que ajuda em muito no controlo da tábua dentro de um tubo ou a ter uma resposta mais eficaz quando se pede uma manobra mais puxada. Os canais muito fundos ou superficiais são muito úteis, mas podem também baixar a velocidade.








bodyboard
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Body Board

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Tiago "Saca" Pires


Melhor Surfer Português
Caricatura de Saca
O surf Português é cada vez mais conhecido internacionalmente, graças a Tiago “Saca” Pires. 
Este talentoso surfer tem nos últimos anos viajado por todo o mundo, deixando a sua marca nos campeonatos mais prestigiantes. 
Iniciou-se na competição em 1993 com vitórias atrás de vitórias em ondas nacionais mas é em 1997 que alcança o seu primeiro título europeu sendo considerado nesse ano o melhor surfer europeu. A partir daí inicia-se no Circuito World Qualifying Series (WQS) com um objectivo bem definido pelo próprio e pelo seu mentor e treinador, José Seabra, a qualificação para o World Championship Tour (WCT), a maior e melhor prova do mundo de surf.


Chega ao WCT em 2008 conseguindo no seu primeiro ano entre a elite um prestigiante 31º lugar. Em 2009 consegue ficar no 24º lugar e 2010 no 21º lugar. Em 2011 assinou um novo contracto de patrocínio com a Quicksilver, o seu primeiro patrocinador, e tem como objectivo acabar o WCT entre os 10 melhores do mundo. 

"Saca"

"Saca on Bells (WCT)"
"Pequena História do Surf"

"Imagens de Surf"